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@ -188,7 +188,7 @@ O habilidoso uso de ferramentas é condição {\em sine qua non} pra
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análise matemática. Começamos por ferramentas que certamente usaremos
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na empreitada.
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\subsection{O sistema Hindu-Arábico de numerais}
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\subsection{O sistema hindu-arábico de numerais}
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\newcommand{\al}{al-Khow\={a}rism\={\i}}
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@ -390,12 +390,12 @@ que é 1 ---, teríamos marcado um {\tt x} só nos algarismos {\tt
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123456}, indicando que ainda consideraremos os algarismos {\tt
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789123456789} ao longo da computação do algoritmo.
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Por que se chama divisão longa? Pra ser distinguida com divisão
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curta. Na divisão longa, escrevemos a multiplicação parcial do
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quociente pelo divisor logo abaixo do dividendo parcial; em seguida,
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efetuamos a subtração. Na divisão curta, omitimos a subtração tal que
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escrevemos abaixo do dividendo apenas o resultado da subtração,
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tornando a verificação do trabalho mais difícil. Também exibida pela
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Por que se chama divisão longa? Pra ser distinguida da divisão curta.
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Na divisão longa, escrevemos a multiplicação parcial do quociente pelo
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divisor logo abaixo do dividendo parcial; em seguida, efetuamos a
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subtração. Na divisão curta, omitimos a subtração tal que escrevemos
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abaixo do dividendo apenas o resultado da subtração, tornando a
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verificação do trabalho mais difícil. Também exibida pela
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Figura~\ref{fg-alkw-long-div} (na página \pageref{fg-alkw-long-div}),
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desenhamos uma seta indicando o produto do algarismo corrente do
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quociente (corrente durante a execução do algoritmo) que deu origem ao
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@ -450,8 +450,8 @@ página~\pageref{fg-alkw-long-div}).
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42042 --> resto
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\end{verbatim}
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\caption{A multiplicação entre 123456789 por 987654321 segundo \al.
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O quociente é 1002711021689 e o resto, 42042. Se tivéssemos
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\caption{A divisão de 123456789123456789 por 123123 segundo \al. O
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quociente é 1002711021689 e o resto, 42042. Se tivéssemos
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interromido o algoritmo em qualquer momento, teríamos no papel
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tudo que precisamos pra continuá-lo. Por falta de espaço,
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exibimos a tabuada de 123123 na
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@ -504,7 +504,7 @@ Estudemos agora a divisão entre 322 e 37. A tabuada
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revela imediatamente que o primeiro algarismo do quociente é 8. O
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resto de $26 < 37$ revela que terminamos. Desejando a parte
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fracionada da expansão decimal da divisão, continuamos. O zero que
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justamos ao 26 representa o fato de que multiplicamos o resto 26 por
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justapomos ao 26 representa o fato de que multiplicamos o resto 26 por
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10. Por causa disso, precisaremos corrigir o quociente por via de uma
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divisão por 10 --- o que é feito imediatamente com a adição do ponto
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decimal. Encontramos o algarismo 7 e como resto obtemos $1 <
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@ -530,7 +530,11 @@ computação em papel é
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&= 8 + 0.7 + 0.002 + 0.702 \cdot\frac{1}{1000}\\
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&= 8 + 0.702 + 0.000702 + \cdots
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\end{align*}
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Cabe aqui agora uma explicação do porquê essas equações justificam o
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algoritmo da divisão---em outras palavras, estamos sem uma explicação
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por que o algoritmo funciona.
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\begin{figure}[!htb]
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\centering
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\begin{verbatim}
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@ -699,7 +703,7 @@ transcendentais cujos algarismos jamais poderiam ser obtidos por um
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programa de computador. A relevância do fato é que programa de
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computador é apenas uma realização da expressibilidade dos nossos
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sistemas de cálculo. Logo, a limitação se aplica a nós --- porque os
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computadores são apenas uma realização do nossos sistemas de
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computadores são apenas uma realização dos nossos sistemas de
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raciocínio. Temos números ``demais'' na linha real no sentido de que
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não temos (e não teremos) uma linguagem expressiva o suficiente pra
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alcançá-los, o que nos leva a questionar nossa concepção intelectual
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@ -936,7 +940,7 @@ esse quadrado, fica faltando adicionar $(b/2a)^2$. O lado desse
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quadrado é, portanto, $x + b/2a$, o que nos dá a identidade
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\begin{align*}
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(x + \fr{b}{2a})^2 = x^2 + \fr{b}{a} + \fr{b^2}{4a^2}.
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\left(x + \fr{b}{2a}\right)^2 = x^2 + \fr{b}{a} + \fr{b^2}{4a^2}.
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\end{align*}
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Assim, podemos resolver a equação por computar
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@ -968,7 +972,7 @@ conjugados $(t + 3)(t - 3)$.
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%% sendo $a, b$ números racionais --- digamos. Essa função é
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%% tipicamente chamada de conjugação. Ela pode ser vista como uma
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%% generalização da conjugação complexa restrita a inteiros
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%% gaussianos, que não números complexos da forma $a + bi$, sendo $a,
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%% gaussianos, que são números complexos da forma $a + bi$, sendo $a,
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%% b$ inteiros. A generalização, portanto, é relaxar os inteiros
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%% gaussianos e permitir racionais. Se definirmos $f$ assim, obtemos
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%% uma contradição quando $n$ é um quadrado perfeito. Por exemplo,
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@ -1018,6 +1022,12 @@ $a, b$ estão em $\{3, 9\}$, mas é preciso saber se tentamos $(5x +
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3)(x + 9)$ ou $(5x + 9)(x + 3)$. Devemos considerar a segunda opção
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primeiro já que $9\times 5 = 45$, muito grande pra $24$.
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Dito tudo isso, o fato é que estamos sempre resolvendo um sistema
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não-linear em que $ab$ é um inteiro e $Lb + a$ é outro. A
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investigação acima é meramente uma tentativa de nos clarificar como
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pensar no problema---como procurar por soluções sem recorrer à equação
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quadrática.
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\subsubsection{Fatoração de soma e diferença de cubos}
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Outros produtos notáveis são a {\em Soma de cubos} e a {\em diferença
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@ -1839,7 +1849,7 @@ Parece que Newton usou alguma ideia bem diferente, evitando o sistema
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de equações lineares, mas não sei o que ele fez. Fica aí como um
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exercício pra um dia descobrir o que ele fez e catalogar a técnica.
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\section{Definitions, limits and continuity}
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\section{Limits and continuity}
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\masciidef{} The absolute value of a number $x$, written $|x|$ is the
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distance from 0 to $x$ on the real line. Distances are always positive,
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@ -6676,8 +6686,8 @@ observações sobre o tema.
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Uma equação diferencial é chamada de {\em ordinária} se a função que
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soluciona a equação depende de apenas uma única váriavel independente,
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ou seja, a função desejada é $y(x)$. Se ela depender de mais de uma
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variável, então trata-se de uma equação diferencial parcial, quando a
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solução é uma função como, por exemplo, $y(x_1, x_2)$.
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variável, então trata-se de uma equação diferencial {\em parcial},
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quando a solução é uma função como, por exemplo, $y(x_1, x_2)$.
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||||
Uma equação é chamada de {\em separável de primeira ordem} quando ela
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pode ser escrita como
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@ -6828,7 +6838,7 @@ diferencial linear de primeira ordem.
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\begin{definition}[linear]
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Uma equação diferencial é linear de $n$-ésima ordem se ela é da forma
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$$f_n(x) y^(n) + f_{n-1}(x)y^(n - 1) + \cdots + f_2(x)y'' + f_(1) y' + f_o(x)y = Q(x).$$
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||||
$$f_n(x) y^{(n)} + f_{n-1}(x)y^{(n - 1)} + \cdots + f_2(x)y'' + f_1(x) y' + f_0(x)y = Q(x).$$
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\end{definition}
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@ -6839,25 +6849,30 @@ resolver a linear de primeira ordem, que é da forma
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\begin{remark*}
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Note que uma equação como $q(x)y' + P(x)y = Q(x)$ ainda é linear de
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primeira ordem porque basta a gente reescrevê-la pra $y' + 1/q(x)
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P(x)y = 1/q(x) Q(x)$.
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primeira ordem porque basta a gente reescrevê-la pra
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%
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$$y' + \fr{1}{q(x)} P(x)y = \fr{1}{q(x)} Q(x).$$
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%
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\end{remark*}
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É nesse tipo de equação que usamos o chamado ``método do fator
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integrante'', que exibiremos agora. O método nos instruir a procurar
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integrante'', que exibiremos agora. O método nos instrui a procurar
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por $f(x)$ que quando multiplicada em ambos os lados da equação
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produza a regra do produto $f(x)y' + f'(x)y = (f(x)y)'$. Ocorre que
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uma tal função de $x$ pode ser sempre $\exp(\int P(x) \dx)$. ``Por
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quê?'' é a pergunta interesse aqui. Antes de exibirmos o porquê,
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quê?'' é a pergunta de interesse aqui. Antes de exibirmos o porquê,
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vejamos o método em ação.
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\begin{exercise*}
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Resolva a equação $y' + \fr{1}{x}y = x^2$. \sol. Primeiro computamos
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$\exp(\int x^{-1} \dx) = \exp(\ln x) = x$. Observe que queremos uma
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função $f(x)$ qualquer, então podemos sempre tomar $c = 0$ na
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integração de $P(x)$. Agora multiplique $x$ em ambos lados da equação,
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obtendo $xy' + x x^{-1}y = x^3$. Observe que o lado esquerdo é
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exatamente $(xy)'$ e, portanto, temos
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Resolva a equação
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$$y' + \fr{1}{x}y = x^2.$$
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%
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\sol. Primeiro computamos $\exp(\int x^{-1} \dx) = \exp(\ln x) =
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x$. Observe que queremos uma função $f(x)$ qualquer, então podemos
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sempre tomar $c = 0$ na integração de $P(x)$. Agora multiplique $x$ em
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ambos lados da equação, obtendo $xy' + x x^{-1}y = x^3$. Observe que o
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lado esquerdo é exatamente $(xy)'$ e, portanto, temos
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\begin{align*}
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xy' + x x^{-1}y &= x^3\\
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@ -6874,52 +6889,35 @@ O método ilustra o fato de que a gente sempre recorre às regras de
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derivação pra conseguir uma integração.
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Uma das perguntas importantes aqui é por que o fator integrante é
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$\int P(x) \dx$. A resposta é na verdade simples. Estamos em busca de
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uma função $I(x)$ tal que
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$\int P(x) \dx$. A resposta é na verdade simples. Estamos em busca
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de uma função $M(x)$ tal que
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%
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$$(M(x)y)' = M(x)y' + M(x)P(x)y.$$
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%
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Expandindo o lado esquerdo, obtemos $M'(x)y + M(x)y$. Agora iguale o
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Expandindo o lado esquerdo, obtemos $M'(x)y + M(x)y'$. Agora iguale o
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lado esquerdo desejado com o lado direito pra obter a equação
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%
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$$M'(x)y + M(x)y = M(x)y' + M(x)P(x)y = M(x)P(x)y + M(x)y'.$$
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$$M'(x)y + M(x)y' = M(x)P(x)y + M(x)y'.$$
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%
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O que nos diz essa equação? Diz-nos que a função que estamos
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procurando satisfaz $M'(x) = M(x) P(x)$. Essa é uma nova equação
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diferencial que na verdade já conhecemos---ela é uma separável de
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primeira ordem. Encontramos uma solução pra ela lendo-a em
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palavras---que função $M(x)$ conhecemos que quando derivada resulta
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nela própria vezes alguma coisa? Essa função $M(x)$ tem que ser
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certamente uma exponencial porque só as exponenciais têm a propriedade
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de que a velocidade de seu crescimento depende de si própria. Esse é
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um fato importante aqui. Agora, pra solucionar a charada por completo,
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declare $u'(t) = P(x)$ (pra alguma transformação que leve $t$ a $x$)
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de forma que $u(t) = \int P(x) \dx$ e reescreva o problema como
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procurando satisfaz $M'(x) = M(x) P(x)$. Que função é essa? Qual é a
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função que quando derivada depende dela própria? É a função
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exponencial de base $e$. Mas e o fator $P(x)$? O fator $P(x)$ só
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aparece na derivada da exponencial quando ele é a derivada do
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expoente. E $P(x)$ é a derivada de $\int P(x) \dx$. Logo,
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$$M'(x) = M(x) u'(t).$$
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Já sabemos que $M(x)$ é uma exponencial e a regra da cadeia implica
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que a variável independente $x$ de $M(x)$ tem que ser $x = u(t)$.
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Assim, obtemos
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$$M'(x) = (M(u(t)))' = M'(u(t))u'(t)$$
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que implica
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$$M(x) = \int M'(x) \dx = \exp\left(\int P(x) \dx\right) P(x) = \exp\left(P(x) \dx\right),$$
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como desejado.
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$$M(x) = \exp\left(\int P(x) \dx\right).$$
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\begin{remark*}
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Essa dedução ficou prolixa. Existe a resposta curta e de pouca emoção
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que é o fato de que
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Agora sabemos que se multiplicarmos ambos os lados de uma equação
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diferencial linear de primeira ordem por $\exp\left(\int P(x)
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\dx\right)$, obteremos no lado esquerdo da equação a derivada do
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produto de $\exp\left(\int P(x) \dx\right)$ por $y$, ou seja,
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obteremos a derivada de
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$$\exp\left(\int P(x) \dx\right)' = \exp(\Int P(x) \dx) P(x) + c.$$
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$$y \exp\left(\int P(x) \dx\right),$$
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Mas todos nós sabemos que é bom exercício induzir a resposta a partir
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de um problema anterior em vez de magicamente aparecer com a resposta
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e mostrar que ela o soluciona.
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\end{remark*}
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restando apenas integrarmos o lado direito da equação com respeito a
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$x$.
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\subsection{As lineares de segunda ordem}
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@ -6935,11 +6933,17 @@ em que $f_2(x)$, $f_1(x)$, $f_0(x)$ são constantes, ou seja, só
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sabemos resolver as equações
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$$ay'' + by' + cy = g(x).$$
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É possível resolver essa equação pra qualquer $g(x)$ diferenciável,
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mas no momento só sabemos tratar o problema quando $g(x)$ toma as
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formas de um polinômio, uma exponencial, uma função trigonométrica ou
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uma combinação dessas.
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As mais fáceis de resolver são aquelas em que $g(x) = 0$ e essas são
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chamadas de {\em homogêneas}. As outras em que $g(x) \neq 0$ são
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chamadas de {\em não-homogêneas}.
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\ghostsection{As homogêneas}. \lipsum[1]
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É possível resolver as não-homogêneas pra qualquer $g(x)$
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diferenciável, mas no momento só sabemos tratar o problema quando
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$g(x)$ toma as formas de um polinômio, uma exponencial, uma função
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trigonométrica ou uma combinação dessas.
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Consideremos primeiro o caso de um polinômio como o da equação
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@ -6947,16 +6951,13 @@ Consideremos primeiro o caso de um polinômio como o da equação
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Um fato curioso sobre essa equação é que a solução geral dela é obtida
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a partir de uma solução particular. E como uma solução particular é
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obtida? Observe o que diz essa equação. Ela diz que $y(x)$ é uma
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obtida? Observe o que diz essa equação. Ela diz que $y(x)$ é uma
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função tal que sua segunda derivada mais duas vezes sua primeira
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derivada mais três vezes ela própria é um polinômio quadrático. A
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gente pode especular que $y(x)$ é um polinômio também porque todas as
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derivadas de um polinômio é um polinômio, incluindo suas somas e
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derivadas de um polinômio são um polinômio, incluindo suas somas e
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constantes múltiplos.
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Hm. Na verdade comecei pelas não-homogêneas. Vamos retroceder e
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considerar as homogêneas primeiro, discutindo especialmente a palavra
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``homogênea''.
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\newpage \tableofcontents
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\newpage \printbibliography
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