Discusses techniques for integration.

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\usepackage{booktabs} \usepackage{booktabs}
\usepackage{float} \usepackage{float}
%% --8<---------------cut here---------------end--------------->8--- %% --8<---------------cut here---------------end--------------->8---
\usepackage{amsmath,amsthm,amssymb} \usepackage{amsmath,amsthm,amssymb}
\usepackage{icomma} \usepackage{icomma}
\allowdisplaybreaks \allowdisplaybreaks
@ -4933,6 +4932,30 @@ problema---não lembro a solução, por exemplo. Precisaria repensá-lo.
\section{Técnicas de integração} \section{Técnicas de integração}
Sem dúvida que a técnica mais fundamental de integração é o teorema
fundamental. A partir dele, a gente estabelece regras primitivas de
integração como $\int 1/x \dx = \ln x$ uma vez que sabemos derivar
$\ln x$. Similarmente, a regra do quociente (de derivação) nos entrega
que a derivada de $\tg x$ é $\sec^2 x$ e, portanto, pelo teorema
fundamental, obtemos
%
$$\int \sec^2 x \dx = \tg x + c.$$
%
Isso não é lá notícia tão boa porque significa que teremos que
memorizar muitas derivadas. Por exemplo, qual a derivada de $\cot x$?
Primeiro lembre-se que $\cot x = 1/\tg x$. Daí aplique a regra do
quociente e obtenha $- sec^2 x / \tg^2 x = - 1/\sin^2 x = - \csc^2 x$,
implicando que $\csc^2 x \dx = - \cot x + c$, como
desejado. Similarmente, obtém-se assim muitas outras integrais
fundamentais como $\int \sec x \tg x \dx = \sec x + c$ uma vez que a
derivada de $\sec x = \sec x \tg x$. Infelizmente, o único jeito de
fazer uso dessas regras é memorizar cada uma por prática. Matemáticos
fazem manuais de integração em que eles catalogam as importantes. A
gente não vai fazer isso, não, porque seria um trabalho muito mais
monumental, mas podemos começar a pensar em computar a derivada de
todas as funções que conhecemos como $\csc x$, $\sinh x$, $\cosh x$
{\em et cetera}.
A regra da substituição é a regra da cadeia e a regra de integração A regra da substituição é a regra da cadeia e a regra de integração
por partes é a regra do produto. As outras regras são ou muito óbvias por partes é a regra do produto. As outras regras são ou muito óbvias
ou pouco úteis. Por exemplo, teria como extraírmos uma regra de ou pouco úteis. Por exemplo, teria como extraírmos uma regra de
@ -4982,21 +5005,64 @@ incógnita a ser descoberta.
Há integrais divertidas de se computar de onde se extrai, por exemplo, Há integrais divertidas de se computar de onde se extrai, por exemplo,
a bonita fórmula a bonita fórmula
% %
$$\int x^n e^x \dx = e^x \left(\sum_{i=0}^n (-1)^i \frac{n!}{n - i + 1} x^{n - i}\right) + c.$$ $$\int x^n e^x \dx = e^x \left(\sum_{i=0}^n (-1)^i \frac{n!}{(n - i)!} x^{n - i}\right) + c$$
% %
pra todo natural $n$.
Por exemplo, $\int x^5 e^x \dx = e^x (x^5 - 5 x^4 + 20 x^3 - 60x^2 + Por exemplo, $\int x^5 e^x \dx = e^x (x^5 - 5 x^4 + 20 x^3 - 60x^2 +
120x - 120) + c$. Essa fórmula vem da integração 120x - 120) + c$. Essa fórmula vem da integração
por-partes. Escolhe-se sempre o termo $x^i$ como função $u$ e $e^x$ por-partes. Escolhe-se sempre o termo $x^i$ como função $u$ e $e^x$
como função $v$. Aplica-se a integração por-partes $n$ vezes como função $v$. Aplica-se a integração por-partes $n$ vezes
(recursivamente) e em seguida substitui-se de volta em direção ao (recursivamente) e em seguida substitui-se de volta em direção ao
problema original. Okay, agora tragamos nossa atenção para as problema original. Na verdade o que fizemos pra obter essa fórmula foi
integrais de funções trigonométricas. computar uma {\em reduction formula} pra integral de $x^n e^x$.
(Veja, por exemplo, o que faz Stewart no exemplo 6 da seção 7.1 da
nona edição.) A cultura, portanto, é expressar essas fórmulas através
de uma recorrência. O que fizemos foi traduzir a recorrência pra um
laço-for iterativo, o que já é alguma vantagem porque assim a gente
consegue ver o padrão mais facilmente e nos permite memorizar certos
resultados, como a integral de $x^5 e^x$. Outros padrões talvez não
fossem tão fáceis de se obter ou memorizar, como o próprio exemplo 6
da seção 7.1 da nona edição de Stewart. O fato, entretanto, é que uma
fórmula de redução obtida pela integração por partes só é útil se ela
for de fato uma fórmula de redução, é claro---a integral recorrente
precisa ter um grau menor que a integral que se deseja calcular.
Uma outra observação sobre a integração por partes é que às vezes a
aplica-se ao produto artificial $f(x)\cdot 1$. Por exemplo, pra
integrar $\tg^{-1} x$, escolhe-se $u = \tg^{-1} x$ e $\dv = 1$ de forma
que $\du = 1/(1 + x^2) \dx$ e $v = x$. Daí
%
$$\int \tg^{-1} x \dx = x \tg^{-1} x - \int \frac{x}{1 + x^2} \dx,$$
%
que pode ser então resolvida pela substituição $t = 1 + x^2$ na
integral resultante porque $(1/2x) \dt = \dx$ e aí ficamos com
$x\tg^{-1}x - \ln|1 + x^2| + c$, como desejado.
Okay, agora tragamos nossa atenção para as integrais de funções
trigonométricas.
\subsection{A integral de funções trigonométricas}
Começamos por observar que integrar $\tg x$ não é difícil porque ela é
obtida por uma substituição trivial. Primeiro escreva $\tg x = \sin x
/ \cos x$. Em seguida declare $u = \cos x$ de forma que $-\du/(\sin x)
= \dx$, implicando
%
$$\int \tg x \dx = -\int 1/u \du = -\ln |\cos x| + c = ln |\sec x| + c,$$
%
como desejado. Agora vamos subir o grau.
Feito essa observação, a gente também observa que já sabemos integrar
$\sin x$ e $\cos x$, mas que precisamos pensar em potências delas como
$\sin^2 x$, $\cos^2 x$ {\em et cetera}. Nenhma dessas duas sai por
por-partes---experimente. Obtemos $\int \sin^2 x \dx = -\sin x \cos x
+ \int \cos^2 \dx$, exigindo-nos a integral de $\cos^2 x$. Se
tentarmos por-partes a integral de $\cos^2 x$, precisaremos da
integral de $\sin^2 x$, estabelecendo-se assim um ciclo do qual não
conseguiremos sair. Agora, a sorte não é a mesma se desejarmos pelas
integrais de $\sin^3 x$ ou $\cos^3 x$.
%% \subsection{A integral de funções trigonométricas}
%%
%% Começamos por observar que integrar $\tg x$ não é difícil porque ela é
%% obtida por uma substituição trivial. Primeiro escreva $\tg x = \sin x
%% / \cos x$.
\section{Studying functions} \section{Studying functions}