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For example, investigations on the harmonic series, but also bits on
how to draw distance graphs from velocity and how to model a periodic
phenomenon.
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@ -1247,10 +1247,10 @@ Coloque $y=0$, obtendo $(1/9)x^2 = 1$, implicando $x = \pm 3$. Onde
ela intercepta o eixo $y$? Coloque $x=0$, obtendo $y = \pm 1$. ela intercepta o eixo $y$? Coloque $x=0$, obtendo $y = \pm 1$.
\begin{exercise*} \begin{exercise*}
Descreva o gráfico da equação $9x^2 + 16y^2 = 144$. Note que $144 = Descreva o gráfico da equação $9x^2 + 16y^2 = 144$. \sol. Note que
12^2 = (4\times 3)^2 = 16 \times 9$. Logo, a equação é equivalente a $144 = 12^2 = (4\times 3)^2 = 16 \times 9$. Logo, a equação é
$(1/16)x^2 + (1/9)y^2 = 1$. O gráfico é uma elipse que intercepta o equivalente a $(1/16)x^2 + (1/9)y^2 = 1$. O gráfico é uma elipse que
eixo $x$ em $\pm 4$ e intercepta o eixo $y$ em $\pm 3$. intercepta o eixo $x$ em $\pm 4$ e intercepta o eixo $y$ em $\pm 3$.
\end{exercise*} \end{exercise*}
\subsection{Trigonometria} \subsection{Trigonometria}
@ -1457,7 +1457,7 @@ sobre a hipotenusa, que é $\sqrt{x^2 + 1}$. Conclua então que
Há uma série de identidades trigonométricas. Há uma série de identidades trigonométricas.
A identidade do círculo unitário é óbvia: aplicando a definição de A identidade do círculo unitário é óbvia---aplicando a definição de
$\sin$ e $\cos$ e usando o Teorema de Pitágoras, obtemos $\sin^2 x + $\sin$ e $\cos$ e usando o Teorema de Pitágoras, obtemos $\sin^2 x +
\cos^2 x = 1$. Se divirmos ambos os lados da equação por $\cos^2 x$, \cos^2 x = 1$. Se divirmos ambos os lados da equação por $\cos^2 x$,
obtemos $$\tg^2 x + 1 = \sec^2 x.$$ Se, em vez disso, dividirmos por obtemos $$\tg^2 x + 1 = \sec^2 x.$$ Se, em vez disso, dividirmos por
@ -1520,8 +1520,9 @@ como.
\end{figure} \end{figure}
% %
\begin{exercise*} \begin{exercise*}
Observe a desenho exibido pela Figura~\ref{fg-trig-add-formula}. Use-o Observe o desenho exibido pela Figura~\ref{fg-trig-add-formula} (na
pra provar a fórmula da subtração página \pageref{fg-trig-add-formula}). Use-o pra provar a fórmula da
subtração
% %
$$\cos(\alpha - \beta) = \cos\alpha\cos\beta + \sin\alpha\sin\beta.$$ $$\cos(\alpha - \beta) = \cos\alpha\cos\beta + \sin\alpha\sin\beta.$$
% %
@ -1529,27 +1530,23 @@ pra provar a fórmula da subtração
distância entre os pontos $A$ e $B$ e a segunda pela lei dos distância entre os pontos $A$ e $B$ e a segunda pela lei dos
cossenos. Primeiro note que o ângulo que subtende o lado $c$ é o cossenos. Primeiro note que o ângulo que subtende o lado $c$ é o
ângulo $\alpha - \beta$. Agora, executando a estratégia, obtemos o ângulo $\alpha - \beta$. Agora, executando a estratégia, obtemos o
quadrado da distância de $A$ pra $B$ sendo $c^2 = (\cos\alpha - quadrado da distância de $A$ pra $B$ como $c^2 = (\cos\alpha -
\cos\beta)^2 + (\sin\alpha - \sin\beta)^2$. Pela lei dos cossenos, \cos\beta)^2 + (\sin\alpha - \sin\beta)^2$. Pela lei dos cossenos,
obtemos $c^2 = a^2 + b^2 - 2ab \cos(\alpha - \beta)$. Assim obtemos obtemos $c^2 = a^2 + b^2 - 2ab \cos(\alpha - \beta)$. Mas $a=b=1$,
então obtemos
% %
$$(\cos\alpha - \cos\beta)^2 + (\sin\alpha - \sin\beta)^2 = a^2 + b^2 - 2ab \cos(\alpha - \beta).$$ $$(\cos\alpha - \cos\beta)^2 + (\sin\alpha - \sin\beta)^2 = 2 - 2\cos(\alpha - \beta).$$
% %
Daí expanda os quadrados do lado esquerdo e observe que pode-se Daí expanda os quadrados do lado esquerdo e observe que pode-se
aplicar $\cos^2 x + \sin^2 x = 1$ pra obter a constante $2$. Note aplicar $\cos^2 x + \sin^2 x = 1$ pra obter a constante $2$ no lado
também que, pelo desenho, $a = b = 1$. Daí a gente consegue eliminar esquerdo. Daí a gente consegue eliminar todas as constantes da
todas as constantes da expressão e obter expressão e obter
% %
$$\cos(\alpha - \beta) = \cos\alpha\cos\beta + \sin\alpha\sin\beta,$$ $$\cos(\alpha - \beta) = \cos\alpha\cos\beta + \sin\alpha\sin\beta,$$
% %
como desejado. como desejado.
\end{exercise*} \end{exercise*}
\begin{remark*}
Teríamos trabalhando menos se tivéssemos notado mais cedo que $a = b =
1$.
\end{remark*}
\begin{exercise*} \begin{exercise*}
Use o exercício anterior pra provar a fórmula da adição relativa ao Use o exercício anterior pra provar a fórmula da adição relativa ao
cosseno. \sol. Declare $\beta = -\beta$ pra obter cosseno. \sol. Declare $\beta = -\beta$ pra obter
@ -1587,9 +1584,14 @@ fórmula da adição, terminando completamente o exercício, declare $y=
uma vez que o cosseno é uma função par e o seno, ímpar. uma vez que o cosseno é uma função par e o seno, ímpar.
\end{exercise*} \end{exercise*}
Estamos em um momento importante porque agora conseguimos deduzir uma
as principais identidades trigonométricas, fazendo parecer assim que é
mais fácil aprender a deduzir as identidades que memorizá-las. Não
sei nem se vale a pena registrar as outras.
\begin{exercise*} \begin{exercise*}
Se $\sin x = \sfrac{1}{3}$ e $\sec y = \sfrac{5}{4}$, calcule $\sin(x Se $\sin x = \sfrac{1}{3}$ e $\sec y = \sfrac{5}{4}$, calcule $\sin(x
+ y)$, sendo ambos $x, y$ ângulos agudos positivos. Aplicando a + y)$, sendo ambos $x, y$ ângulos agudos positivos. \sol. Aplicando a
fórmula da adição, obtemos $\sin(x + y) = \sin x \cos y + \cos x \sin fórmula da adição, obtemos $\sin(x + y) = \sin x \cos y + \cos x \sin
y$ e daí y$ e daí
% %
@ -1613,17 +1615,54 @@ como desejado.
\begin{exercise*} \begin{exercise*}
Encontre todos os valores de $x$ tal que $\sin(2x) = \sin x$ e $x \in Encontre todos os valores de $x$ tal que $\sin(2x) = \sin x$ e $x \in
[0,2\pi]$. Usando a fórmula dos ângulos duplos, sabemos que $2\sin x [0,2\pi]$. \sol. Usando a fórmula dos ângulos duplos, sabemos que
\cos = \sin x$, logo $2\sin x \cos - \sin x = 0$ e então $\sin x $2\sin x \cos = \sin x$, logo $2\sin x \cos - \sin x = 0$ e então
(2\cos x - 1) = 0$. Daí estamos interessados em $\sin x = 0$, em que $\sin x (2\cos x - 1) = 0$. Daí estamos interessados em $\sin x = 0$,
são soluções $0, \pi, 2\pi$. Estamos também interessados em $2\cos x em que são soluções $0, \pi, 2\pi$. Estamos também interessados em
- 1 = 0$ em que $\cos x = \sfrac{1}{2}$, em que uma solução é $2\cos x - 1 = 0$ em que $\cos x = \sfrac{1}{2}$, em que uma solução é
$\sfrac{\pi}{3}$ --- e a última é $\sfrac{5\pi}{3}$ porque o ângulo de $\sfrac{\pi}{3}$ --- e a última é $\sfrac{5\pi}{3}$ porque o ângulo de
referência relativo a $\sfrac{5\pi}{3}$ é $\sfrac{\pi}{3}$. Coletando referência relativo a $\sfrac{5\pi}{3}$ é $\sfrac{\pi}{3}$. Coletando
as soluções, obtemos $\{0, \sfrac{\pi}{3}, \pi, \sfrac{5\pi}{3}, as soluções, obtemos $\{0, \sfrac{\pi}{3}, \pi, \sfrac{5\pi}{3},
2\pi\}.$ 2\pi\}.$
\end{exercise*} \end{exercise*}
\subsection{Distância a partir de velocidade}
Suponha que alguém lhe dê o seguinte problema. Um carro viaja com uma
velocidade crescente determinada pela função $v = t$. Subitamente,
esse carro começa a perder velocidade até a velocidade chegar a zero e
essa perda é determinada pela função $v = -t$. O que estamos fazendo
é descrevendo um gráfico por via de palavras. O problema é que você
desenhe o gráfico da distância percorrida. \sol. Isso não deveria ser
difícil, certo? O carro começa ganhando distância mas de pouco em
pouco ele ganha mais e mais distância porque a velocidade aumenta. De
repente a velocidade começa a cair, mas o carro continua a ganhar
distância, embora a velocidade esteja caindo. Isso é absolutamente
compreensível. Por exemplo, um carro atinge 100 km/h e de repente cai
pra 90 km/h, implicando que ele ainda ganhará mais 90 km dentro de uma
hora. Portanto, esse gráfico da distância estará sempre subindo.
Quem já estudou Cálculo sabe que o gráfico da distância na primeira
metade do problema cresce de acordo com $1/2 t^2$. Podemos então
desenhar uma perfeita curva correta já que temos essa
ferramenta. Agora, a segunda metade da velocidade produz a curva $-1/2
t^2$, que é uma parábola pra baixo. Isso indica que podemos conectar
esses dois gráficos de forma perfeita, mas estou em dúvida sobre como
fazer a conexão. Por exemplo, a gente não vai conectar ambos os
gráficos através de suas formas na origem porque na origem os valores
do tempo são zero. Quando o carro pára de aumentar a velocidade e
passa a diminuí-la, ele ainda ganha distância com grande velocidade
(em contraste a com pouca velocidade ou quase parando). E é isso que
precisamos entender de uma vez por todas.
Quando o tempo passa, estamos sempre falando de um intervalo. Então a
gente computa dois pontos da função distância e vê de onde pra onde
ela foi. Por exemplo, se a velocidade cai de 100 km/h pra 90 km/h
durante o intervalo $t_1--t_2$$, então a distância percorrida tem que
ir de $d(t_1)$ pra $d(t_2)$, ou seja, ela vai de $-1/2 t_1^2$ pra
$-1/2 t_2^2$. Assim a conexão que devemos fazer tem que respeitar os
intervalos certos.
\section{Definitions, limits and continuity} \section{Definitions, limits and continuity}
\masciidef{} The absolute value of a number $x$, written $|x|$ is the \masciidef{} The absolute value of a number $x$, written $|x|$ is the
@ -1697,13 +1736,14 @@ entre $x$ e $a$ se tornar pequena, então torna-se pequena também a
distância entre $f$ e $L$. Se isso ocorre pra qualquer pequena distância entre $f$ e $L$. Se isso ocorre pra qualquer pequena
distância arbitrada, então o limite de $f$ é $L$. distância arbitrada, então o limite de $f$ é $L$.
Provar limites pela definição é usualmente muito difícil.
\begin{exercise*} \begin{exercise*}
Provar limites pela definição é muito difícil na maioria das vezes. prove que $\lim x^2 - 1 = 3$ com $x \to -2$.
Por exemplo, prove que $\lim x^2 - 1 = 3$ com $x \to -2$. Precisamos \sol. Precisamos de um $d$ que possa nos levar à desigualdade $$|x^2 -
de um $d$ que possa nos levar à desigualdade $$|x^2 - 1 - 3| = |x^2 - 1 - 3| = |x^2 - 4| = |(x + 2)(x - 2)| = |x + 2||x - 2| < e$$ pra todo
4| = |(x + 2)(x - 2)| = |x + 2||x - 2| < e$$ pra todo $e$ positivo. $e$ positivo. Pra ultrapassar o obstáculo desse produto, observe que
Pra ultrapassar o obstáculo desse produto, observe que estamos estamos interessados em valores de $x$ {\em muito} próximos de $-2$.
interessados em valores de $x$ {\em muito} próximos de $-2$.
Portanto, podemos tranquilamente nos restrigir ao universo de busca em Portanto, podemos tranquilamente nos restrigir ao universo de busca em
que $d$ não é maior que 1, ou seja, podemos assumir que $|x + 2| < 1$, que $d$ não é maior que 1, ou seja, podemos assumir que $|x + 2| < 1$,
obtendo $-1 < x + 2 < 1$, o que nos dá $-5 < x - 2 < -3 < 5$. Daí obtendo $-1 < x + 2 < 1$, o que nos dá $-5 < x - 2 < -3 < 5$. Daí
@ -2132,11 +2172,11 @@ this with a technical argument.)
Mostre que $|x|$ é contínua em toda a linha real. Depois prove que se Mostre que $|x|$ é contínua em toda a linha real. Depois prove que se
$f$ é contínua em um intervalo, então $|f|$ também é. Por fim $f$ é contínua em um intervalo, então $|f|$ também é. Por fim
responda se a continuidade de $|f|$ num intervalo implica a responda se a continuidade de $|f|$ num intervalo implica a
continuidade de $f$. Se não for, encontre um contra-exemplo. continuidade de $f$. Se não for, encontre um contra-exemplo.
Que $|x|$ é contínua em toda a linha é certamente verdadeiro: a quina \sol. Que $|x|$ é contínua em toda a linha é certamente verdadeiro: a
em $x=0$ não é qualquer problema porque ambos os lados de $x=0$ estão quina em $x=0$ não é qualquer problema porque ambos os lados de $x=0$
o quão próximo desejarmos de zero. estão o quão próximo desejarmos de zero.
O converso do teorema é falso. Por exemplo, seja $f$ uma função com O converso do teorema é falso. Por exemplo, seja $f$ uma função com
valor $-1$ para $x < 0$ e valor $1$ para $x \geq 0$, que é discontínua valor $-1$ para $x < 0$ e valor $1$ para $x \geq 0$, que é discontínua
@ -6220,7 +6260,11 @@ Agora note que a nossa série de interesse pode ser comparada a essa da
direita, garantindo que ela converge também. É óbvio que $i^2 - 1 < direita, garantindo que ela converge também. É óbvio que $i^2 - 1 <
i^2$. Agora precisamos perceber que $(i - 1)^2 < i^2 - 1$. Note que i^2$. Agora precisamos perceber que $(i - 1)^2 < i^2 - 1$. Note que
$i=1$ nem nos interessa. Quando $i=2$, obtemos $1 < 3$. Quando $i = $i=1$ nem nos interessa. Quando $i=2$, obtemos $1 < 3$. Quando $i =
3$, obtemos $4 < 8$. É óbvio que a desigualdade é verdadeira. 3$, obtemos $4 < 8$. Fica óbvio, assim, que a desigualdade é
verdadeira, mas (pra um argumento menos {\em hand-waving}) note que o
lado esquerdo subtrai antes de computar o quadrado e o direito só
subtrai depois---a única preocupação que poderia haver seria com os
menores números $i$, o que evidentemente não é um problema aqui.
Agora, é possível manipular a série de interesse e obter o limite Agora, é possível manipular a série de interesse e obter o limite
dela. Note que $i^2 - 1 = (i + 1)(i - 1)$, que é o denominador da dela. Note que $i^2 - 1 = (i + 1)(i - 1)$, que é o denominador da
@ -6247,6 +6291,34 @@ Então uma estratégia interessante é procurar substituir uma série por
uma expressão equivalente que seja telescópica. uma expressão equivalente que seja telescópica.
\end{exercise} \end{exercise}
\begin{remark*}
Anos depois retorno aqui pra documentar outras anotações e aproveito
pra mostrar uma outra situação telescópica. Estou interessado em saber
se $1 + 1/2 + 1/3 + \cdots + 1/10^4 > 10$. O fato é que não é, mas um
argumento não é nada fácil de se obter. Durante investigações,
descobri que
%
$$1 + \fr{1}{2} + \cdots + \fr{1}{10^4} < 1 + 9.21 < 1 + \int_1^{10^4} \fr{1}{x} \dx,$$
%
o que não é suficiente pra concluir. Aprofundando-me, descobri que
%
$$\fr{1}{n} < \int_{n - 1}^n \fr{1}{x} \dx = \ln n - \ln (n - 1).$$
%
À primeira vista, essa desigualdade parece interessante como
ferramenta pro problema original porque podemos substituir cada termo
da soma de interesse por algo que é maior que o termo substituído.
Isso nos dá uma soma maior do que a de interesse. Mas---poxa!---, o
resultado é
%
$$< 1 + \fr{1}{2} + \fr{1}{3} + \fr{1}{4} + \cdots + \fr{1}{10^4} < 1 + 9.21 < 1 + \ln{10^4} = 1 + \cancel{\ln 2} - \ln 1 + \ln 3 - \cancel{\ln 2} + \ln 4 - \cancel{\ln 3} + \cdots + \ln 10^4 - \cancel{\ln (10^4 - 1)}$$
%
e, assim, novamente, obtemos o limite superior de 10.21, que é muito
pro que precisamos---precisamos de uma estimativa mais justa, mais
apertada.
\end{remark*}
\subsection{Método de Newton e raízes quadradas} \subsection{Método de Newton e raízes quadradas}
Use o método de Newton. Por exemplo, se você quer uma sequência que Use o método de Newton. Por exemplo, se você quer uma sequência que
@ -6274,42 +6346,30 @@ Newton nos dá a sequência
e daí obtemos $a_0 = 3$, $a_1 \approx 2.7041$, $a_2 \approx 2.7182$, e daí obtemos $a_0 = 3$, $a_1 \approx 2.7041$, $a_2 \approx 2.7182$,
obtendo uma precisão de pelo menos quatro casas decimais. obtendo uma precisão de pelo menos quatro casas decimais.
\section{Lecionando Cálculo} \subsection{Uma estimativa por via de integrais}
Aqui vão anotações de um curso de Cálculo 1 projetado por outrem. Séries podem ser estimadas por integrais, já que integrais são
Começamos o curso investigando as propriedades algébricas da equação séries. Considere o problema de estimar se a soma
da reta. A reta é um elemento fundamental do Cálculo. Uma curva %
$f(x)$, por exemplo, pode e deve ser vista como uma união de pequenos $$1 + \fr{1}{2} + \fr{1}{3} + \cdots + \fr{1}{10^4}$$
trechos de retas---as tangentes à curva $f(x)$---porque isso torna a %
curva inteira analisável, que é um dos objetivos centrais do Cálculo é maior que 13. Desenhe o gráfico de $1/x$ e considere a soma
de Leibniz e Newton. inferior de Riemann de 1 até $10^4$ usando-se $\D x = 1$. Obtemos
%
$$\fr{1}{2} + \fr{1}{3} + \cdots + \fr{1}{10^4} < \int_1^{10^4} \fr{1}{x} \dx < 9.21$$
%
e aí basta somar 1 a ambos os lados pra obter a conclusão de que
%
$$1 + \fr{1}{2} + \cdots + \fr{1}{10^4} < 10.21 < 13.$$
%
Entretanto, um problema mais difícil é provar que essa soma é menor
que 10, que é bom o que nos preocupamos agora.
\subsection{A reta} Comecemos por ter certeza da soma em si. A soma é bem conhecida, que
é a série harmônica até o $10^4$-ésimo termo. É tipicamente chamada de
O curso começa aparentemente fazendo uma distinção entre relações $H_{10^4} = 1 + 1/2 + 1/3 + \cdots + 1/10^4 \approx 9.78$. E como
proporcionais e relações afins. Isso me parece uma perda de tempo fazer pra concluirmos que ela é menor que 10? Considere a integral da
porque é o tipo de distinção que só mesmo aos matemáticos parece função inversa de $n - 1$ a $n$ e veja o que você consegue descobrir.
interessar. Não me entenda mal---acho legal que os estudantes
obtenham alguma matemática, mas {\em alguma} significa que escolhe-se
sabiamente que elementos dela se apresenta primeiro.
A diferença entre uma função proporcional e uma função afim é que a
proporcional sempre cruza a origem e a afim nem sempre. É uma
distinção provavelmente mais importante em Álgebra Linear ou em
Geometria Analítica, mas não creio que seja importante em Cálculo. Na
verdade, não creio que o curso esteja realmente interessado
nisso---então vamos em frente.
Quais coeficientes determinam o crescimento de uma variável em relação
a outra nas retas? É o coeficiente líder porque a constante $b$ da
reta $y = mx + b$ é nada mais que uma translação da reta no plano.
Pra mostrar isso à audiência, primeiro precisamos saber calcular o
crescimento, o que nos exige uma definição de crescimento. O
crescimento pode ser medido com relação a uma variável---existe o
crescimento em $x$ e o crescimento em $y$---o que chamamos de
``delta''.
Quanto cresce $y$ com respeito a $x$?
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